Primeiro Axioma: “Quem não arrisca…”

Caros colegas, conforme comentei semana passada aqui, essa semana falarei um pouco sobre o primeiro Axioma: Risco. Apenas lembrando que meu objetivo não é efetuar uma análise literária nem técnica do livro, mas sim compartilhar minha opinião e experiência.

Esse foi um dos primeiros livros que li sobre investimento/independência financeira (outro que me lembro foi “Pai Rico, Pai Pobre”) e posso dizer que o mesmo foi um dos melhores, se nao o melhor. Ainda hoje o utilizo como um guia ou mesmo balizador nas minhas decisões. Não posso dizer que concordo com 100% do que esta no livro, mas mesmo os pontos que não concordo acho importante pelo ponto de vista mostrado. Vamos ao primeiro Axioma:

“Preocupação não é doença, mas sinal de saúde. Se você não está preocupado, não está arriscando o bastante.”

Esse axioma foi muito importante para mim no período de acumulação. Eu sempre fui uma pessoa muito preocupada em nao perder dinheiro,  mas ao mesmo tempo isso nunca me deixou fora da bolsa de valores pois tinha claro para mim que não se pode ganhar muito sem se arriscar. Após ler o livro posso dizer que me senti um pouco mais tranquilo em saber que minha preocupação era na verdade algo positivo! Se eu não quisesse ter preocupação poderia investir exclusivamente em poupança ou titulo público porem meu perfil sempre foi mais arrojado. Hoje vejo que meu perfil de risco mudou para algo mais moderado. Acho que a idade e o valor do patrimônio nos faz repensar alguns investimentos e estratégias, e hoje procuro mais a manutenção do patrimônio e geração de renda passiva do que crescimento do patrimônio. Por isso sempre que alguém me pede dica ou sugestão de onde investir seu dinheiro a primeira pergunta que faço é: qual seu perfil de risco?

Primeiro Axioma menor: “Só aposte o que valer a pena.”

Esse axioma menor para mim faz todo o sentido mas eu sempre o usei com certa cautela em meus investimentos. Preciso dizer que conforme meu patrimônio crescia, minha preocupacao com o risco aumentava! Uma coisa é perder 50% de R$1k  outra eh perder 50% de R$1M! Entretando acredito que a essência desse axioma menor é: se não esta disposto a apostar alto, não aposte! Defina uma estratégia e siga com ela, não mude por que “alguém” te apresentou a “formula mágica” de fazer dinheiro! Veja, não quer dizer que não devemos mudar. Estratégias mudam ao longo do tempo, mas continuarão sempre sendo estratégias, nao um surto ou rompante. Dobrar R$1k não vai te deixar rico, mas perder os mesmo R$1k com certeza tera um péssimo efeito psicológico e no longo prazo.

Segundo Axioma menor: “Resista à tentação das diversificações.”

Eu não concordo muito com esse segundo axioma menor. Acho que diversificação é um meio de diluir risco. O que eu sempre segui como estratégia é conhecer os ativos que invisto, e nunca diversificar só por diversificar. Preciso ter confiança num ativo para adiciona-lo à minha carteira. O próprio Warren Buffet já disse diversas vezes que “ele não consegue bater o S&P 500” e que o “investimento em fundos do índice S&P 500 faz todo sentido para aposentadoria”.

Conclusão: Não tenha medo de arriscar um pouco. Alto risco significa alto retorno.

Como vocês lidam com o risco em seus investimentos? Qual sua opinião sobre esse primeiro axioma?

Abraço!

Executivo Investidor

 

14 comentários sobre “Primeiro Axioma: “Quem não arrisca…”

  1. Esse post faz todo sentido.
    Recentemente tenho refletido em uma estratégia MUITO arriscada, mas que pode gerar MUITO retorno… no começo do ano que vem devo receber uma quantia inesperada que não tem muita utilidade devido minha atual condição, dessa maneira pensei em investir da forma mais arriscada possível : vou dividir a grana em 20 ativos de alto risco, start ups de baixo valor de mercado da Nasdaq (vou estipular um teto de 2 bilhões de dólares e um piso de 100 milhões), cada um com 5% do valor, e vou dividir em diversos setores, Engenharia, Saúde, TI, etc… mas a ideia é “apostar” somente em produtos ou serviços inovadores. Mas não da para seguir nenhuma estratégia a não ser Buy and Hold 4Ever, porque a ideia é mesmo que 30% dos ativos não derem um bom retorno ou falirem, 50% dos ativos derem um retorno médio ou ficarem lateralizados, se os 20% restantes (4 ativos) derem um bom retorno, já valerá muito a pena… vai que daqui a 20 anos um deles chegue a 40 bilhões de dólares (e tenha começado em 200 milhões), seria um retorno de 200x, ou 20.000%, mas como tem um peso de 5% na carteira, multiplicaria a mesma por 10x (excluindo a rentabilidade de outros ativos).
    Mas essa estratégia é muito arriscada e devo fazer apenas com esse capital não recorrentes, mantendo o restante dos aportes em ativos mais sólidos, como Walmart, Honeywell, Amazon etc…

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    1. executivoinvestidor

      Ola Daniel! Interessante essa estratégia. O ideal mesmo seria poder acessar start ups ainda antes de se tornarem públicas! Dessa forma o ganho após abertura de capital pode ser extremamente alto! Mas infelizmente esse tipo de investimento não é fácil de encontrar e muito menos barato. Mesmo assim sua estratégia é interessante!

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      1. executivoinvestidor

        Ola Renata! Exatamente, estratégia é extremamente importe! Depois que ler o livro posta aqui o que achou!
        Abraço.

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  2. Fala Executivo!
    Comprei este livro há alguns meses, ainda não terminei de ler, pois (pasmem) não sei onde coloquei o dito cujo kkkk.
    Assim que achá-lo, vou finalizar, pois gostei muito da leitura.
    Concordo 300% com você. Quanto mais patrimônio temos, maior a preocupação em perder – ainda que pouco. O risco é necessário, mas ele deve ser controlado e meticulosamente planejado.
    Eu separo um % do meu patrimônio para investimentos mais arrojados, como P2P (emprestar dinheiro para empresas, por exemplo). Até hoje só tive bons retornos com estes investimentos, e tenho certeza que é uma quantia que não vai me afetar tanto, caso eu perca.
    A jornada financeira é uma trajetória longa, cheia de percalços pelo caminho, precisamos virar “amigos” do risco. Ele vai conosco até o fim, mas sempre controlado…
    Um abraço!
    Stark.
    http://www.acumuladorcompulsivo.com

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    1. executivoinvestidor

      Ola Stark! Realmente o livro é bom.. e pequeno talvez por isso tenha perdido! Rsrsrs… acho importante conviver com risco mas sempre deve-se ter em mente seu perfil. Lembro da época em que comecei a “investir” em opções a descoberto (coloquei entre parêntesis pois era uma aposta que investimento!) e depois nunca mais! O nível de estresse era tão grande que meu coração parecia que ia pular da boca a cada trade! Mas naquela época não tinha estratégia e claramente não estava preparando para aquele nível de risco.
      Concordo com você que a jornada para FIRE deve ser vista como uma maratona não uma corrida de 100 metros!
      Abraço!

      Curtido por 1 pessoa

  3. Rodrigo

    Parabéns pela ideia e início desta série executivo investidor!

    Lí este livro há uns 14 anos, mas apesar de ter lido várias vezes ainda assim cometi vários erros que o livro alertava (erros relacionados aos demais axiomas).
    Risco é um universo muito interessante, até pq apenas os sucessos sobrevivem e vêm contar a história, quem quebrou no meio do caminho não aparece, então basicamente temos uma visão meio distorcida ou enviesada as vezes, bem fora do que seriam as probabilidades de certos eventos ocorrerem.

    De muita coisa que tem por aí sobre estratégia de riscos acho interessante ideia defendida pelo Nassim Taleb: alocar 10% do patrimônio em n ativos de alto risco (com n alto, por ex n > 10) e os restantes 90% no ativo mais seguro (tselic no nosso caso). O que acho interessante disso é que por mais que entramos com probabilidade de ganhar, ainda assim por menor que seja o efeito de zerar, uma vez que provável, ele pode acontecer e com a ideia acima na pior das hipóteses, dando tudo errado mesmo, perderiámos 10% do patrimônio, porém estaríamos expostos à “sorte” de multiplicar esses 10%.

    Mais no início do caminho para a FIRE a gente vê o patrimônio crescer e as vezes acaba não pensando em %, mas em valores, as vezes com o patrimônio diversificado mas com ativos de alta correlação entre si, o que pode ser um problema. Daí que veio o Taleb, segundo ele melhor 10% em altíssimo risco e 90% em risco praticamente zero do que dividir em vários ativos de risco médio por ex, além de ultra correlacionados.

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    1. executivoinvestidor

      Muito obrigado por compartilhar esses pontos. Ambos fazem sentido, depende mesmo do apetite a risco e conhecimento dos mercados. Meu caso por exemplo, estou altamente concentrado no mercado imobiliário, porém dilui meu risco primeiramente investindo em diferentes ativos (FII, Imoveis aluguel e REITs), em diferentes mercados (Canadá, Brasil, EUA, Europa) e diferentes setores (residencial, comercial, health care, hotéis, etc..)
      Abraço.

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  4. Sr IF365

    “Preocupação não é doença, mas sinal de saúde. Se você não está preocupado, não está arriscando o bastante.”… tiro duas conclusões dessa frase. A primeira é que sou extremante saudável e a segunda é que estou arriscando o suficiente. Não sei se vale para um sujeito como eu que sofre de preocupação crônica mas nunca tinha pensado antes da forma que vc escreveu, me fez sentir bem melhor!rs

    Sr.IF
    http://www.srif365.com

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  5. Pingback: A casa caiu…. – Executivo Investidor

  6. Finalmente outra pessoa que vejo comentando sobre esse livro!

    Eu gostei desse livro como um preparador de mindset, um provocador pra refletir no conceito de risco pra vida, mas assim como o Pai Rico, Pai Pobre, também não concordei com tudo o que ele dizia. Às vezes o cara soa como um Sardinha do Bastter.

    Eu até escrevi um post com esse capítulo em mente sobre a ubiquidade do risco e como ele é crucial pro crescimento: https://pinguiminvestidor.home.blog/2019/03/03/jeito-pinguim-explicado-1-risco-e-bom-quando-se-entende-dele/

    Boa leitura!

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